
Dentre as propostas que eles apresentaram durante o encontro há duas em destaques que são: Assistência técnica específica para a juventude no sentido da produção agroecológica rural nos quintais produtivos. E a outra foram os cursos de formação, como oficinas e intercâmbios para que eles possam conhecer novas experiências no beneficiamento de produtos locais e também geração de renda familiar. Eventos como esse comprovam que a juventude só precisa de uma oportunidade para mostrar sua força, seu talento e sua capacidade de colaborar e fazer.
Os dois primeiros deram tão certo, que o terceiro veio naturalmente. Estamos falando do encontro de juventude que o setor de Apoio a Agricultura Familiar do Centro de Formação Mandacaru realizou nesses dias 29 e 30 de dezembro já no apagar das luzes do ano de 2025. O evento celebra uma boa caminhada com as diferentes gerações nas comunidades apoiadas pelo Projeto Viver e Conviver na Paisagem do Alto Poti que chega a sua reta final celebrando bons frutos.
O evento aconteceu na Ecoescola Thomas a Kempis e contou com a presença de 60 jovens da região de atuação do projeto nos municípios de Pedro II, Milton Brandão e Juazeiro do Piauí. O Projeto Viver e Conviver, gerando vida e resiliência na paisagem do alto Poti é financiado pelo Programa Fundo Ecos do Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN, tendo o apoio do GEF – Fundo Global para o Meio Ambiente.
O encontro de juventude contemplou trabalho de grupos, rodas de conversas e claro uma dinâmica bem animada com brincadeiras e boas diversões, como por exemplo, música ao vivo na noite cultural de segunda feira, (29). O encontro integra as ações do projeto com atuação nos três municípios citados acima e trouxe como tema central Juventude em Rede: Perspectivas que transformam.
Foi um momento muito rico para ouvir os jovens e suas ideias no que é possível construir coletivamente. Quebrando aquela ideia enganosa que muitas pessoas falam de que “a juventude não quer nada”, o encontro mostrou justo o lado oposto dessa ideia, pois eles participaram, deram suas ideias e interagiram nos muitos momentos dos trabalhos de grupo. Desde o início, mesmo que do seu jeito e alguns bem tímidos, o que é normal para essa idade, os jovens colaboraram em ideias no que eles entendem ser melhor para a comunidade em que vivem.



